segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Os 10 Mandamentos do Guitarrista

1. Ouça os pássaros

É daí que vem toda a música. Pássaros sabem tudo sobre como aquilo deve soar e de onde vem aquele som. E contemple os beija-flores. Eles voam muito rápido, mas muitas vezes não estão indo a lugar nenhum.

2. Sua guitarra não é uma guitarra, é um instrumento de revelação

Use-a para encontrar espíritos de outro mundo e trazê-los para cá. Uma guitarra também é uma vara de pescar. Se você for bom, você vai fisgar um grande.

Nota: veja a definição de divining rod na Wikipedia.

3. Pratique em frente a um arbusto

Espere até a lua aparecer, então saia para fora, com um pão multi-grãos e toque sua guitarra para um arbusto. Se ele não se mexer, coma outro pedaço de pão.

4. Ande com o demônio

Os velhos tocadores de blues do Delta se referiam aos amplificadores como “caixas do demônio”. E eles estavam certos. Você tem que dar oportunidades iguais para quem você vai trazer do outro lado. Eletricidade atrai diabos e demônios. Outros instrumentos atraem outros espíritos. Um violão atrai o Gasparzinho. Um bandolim atrai a Wendy. Mas uma guitarra atrai o Belzebu.

5. Se você pensa, você está fora

Se seu cérebro é parte do processo, você está perdendo. Você deve tocar como um homem que está se afogando, lutando para chegar à costa. Se você conseguir capturar esse sentimento então você tem algo muito valioso.

6. Nunca aponte sua guitarra para ninguém

Seu instrumento tem um golpe mais forte do que um raio. Toque um acorde e então corra para fora para ouvi-lo. Mas certifique-se que você não está em um campo aberto.

7. Sempre tenha uma carta na manga

Está é a sua arma secreta. Como One String Sam. Ele tinha uma. O músico de rua de Detroit tocava um instrumento feito em casa nos anos 50, e sua canção “I Need a Hundred Dollars” era algo que nunca decepcionava. Outra carta na manga é o guitarrista de Howlin' Wolf, Hubert Sumlin. Ele simplesmente ficava parado lá como a Estátua da Liberdade, fazendo com que você estivesse o tempo todo querendo olhar embaixo do vestido e ver como ele está fazendo aquilo.

8. Não limpe o suor do seu instrumento

Você precisa daquele fedor ali. E então você tem que pôr aquele fedor na sua música.

9. Guarde sua guitarra em um lugar escuro

Quando você não estiver tocando, cubra a guitarra e guarde em um lugar escuro. Se você não for tocar sua guitarra por mais de uma dia, certifique-se de manter um pires de água junto dela.

10. Você tem que ter um capô para o seu motor

Use o chapéu. Um chapéu é uma panela de pressão. Se você tem um teto na sua casa o ar quente não consegue escapar. Até mesmo um feijão tem que ter um pedaço de papel úmido ao seu redor para crescer.

Gary Moore- Luto




O [site] HOT PRESS foi informado da morte de GARY MOORE. O lendário guitarrista nascido em Belfast morreu aos 58 anos de idade, durante o sono na noite passada, enquanto estava de férias na Espanha. Não foi divulgada a causa de sua morte.

Um dos maiores guitarristas de sua geração, Gary Moore começou sua carreira profissional na adolescência. Ele tinha apenas dezesseis anos quando se mudou de Belfast para Dublin, em 1969, para juntar-se ao SKID ROW – originalmente uma banda de quatro membros que tinha Brush Shiels no baixo, Nollaig Bridgeman na bateria e Philip Lynott como vocalista, assim como Gary na guitarra solo.

Logo depois, Phillip Lynott foi posto de lado, com Brush e Gary dividindo os vocais, fazendo do Skid Row um power trio do tipo que estava na moda na época, seguindo o sucesso do Rory Gallagher’s Taste e Jimi Hendrix Experience. O Skid Row assinou contrato com a CBS Records e lançou dois discos, Skid em 1970 e 34 Hours em 1971.

Adepto do blues, hard rock e jazz, Moore era também um guitarrista melódico soberbo e apareceu em muitos outros discos irlandeses como participação especial, incluindo gravações do Dr. Strangely Strange, entre outros. Ele foi chamado para se juntar ao THIN LIZZY por Phillip Lynott e substituir Eric Bell, antes da formação definitiva de quatro membros da banda, com Scott Gorham e Brian Robertson nas guitarras solo. Entretanto, no disco Nightlife (1974), ele tocou o solo extraordinário de ‘Still In Love With You’, que se tornou uma das faixas mais memoráveis do Thin Lizzy e uma eterna favorita ao vivo. Gary retornou brevemente ao grupo, quando Brian Robertson foi descartado para uma turnê pelos EUA, em 1977. Moore também apareceu no disco Black Rose, lançado em 1979.

“Ele era um músico genial”, disse o editor da Hot Press, Niall Strokes. “Mesmo quando adolescente, ele tinha algo especial nele e ao longo de sua carreira ele trabalhou muito duro para melhorar sua técnica. Sua contribuição para o rock irlandês foi imensa, tanto em seu trabalho solo, seus dias com o Skid Row, os grandes discos que ele gravou com Phillip Lynott e com o Thin Lizzy, e em várias outras participações. Meu coração vai a todos seus amigos próximos e família. É uma enorme perda.”

Seu relacionamento com o vocalista e compositor do Thin Lizzy, Philip Lynott, era altamente competitivo, e havia desentendimentos frequentes entre eles, mas eles permaneceram como parceiros musicais e juntaram forças para o single de sucesso ‘Parisienne Walkways’ (1979), no qual Philip cantou. O single posterior, ‘Out in The Fields’ (1985), chegou à quinta posição das paradas inglesas.

Enquanto ele permaneceu como parte do grupo de Jon Hiseman, o Colosseum II, pela maior parte de sua carreira, Gary Moore teve sua própria banda, alternando entre o hard rock, metal e fusion, além da influência do jazz e blues. O primeiro disco da banda de Gary Moore foi lançado em 1973. Nos últimos anos, ele tinha retornado às suas raízes, primeiro com o lançamento de Still Got The Blues, em 1991, e depois com Back to The Blues, em 2001. Ao todo, ele lançou 20 discos de estúdio, assim como seis compilações ao vivo, incluindo o DVD Live At Montreaux.

Fonte: Whiplash

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Logo, faz a diferença

Seja adornando caríssimas camisetas, peles de bumbo de baterias, sendo furtivamente desenhado em carteiras escolares ou marcados a tinta no corpo dos fãs mais dedicados, o logo de uma banda pode ser tão memorável quanto o seu maior hit. O site Spinner.com fez uma lista com os 25 melhores logos de bandas de todos os tempos. Segundo eles, são ícones que tornaram-se mais memoráveis do que qualquer música.

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25º Lugar: Ramones

Arturo Vega, artistas e amigo de longa data da banda, escolheu o selo oficial do Presidente dos Estados Unidos como ponto de partida para o logo dos Ramones. Ele queria representar os Ramones como uma banda legitimamente americana.

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24º Lugar: Nine Inch Nails

O logo foi imaginado por Trent Reznor, inspirado pela capa de "Remain in Light" do Talking Heads.

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23º Lugar: Public Enemy


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22º Lugar: Korn

Criado por Jonathan Davis.

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21º Lugar: Aerosmith

Desenhado pelo ex-guitarrista Ray Tabano.

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20º Lugar: Black Flag

Desenhado por Raymond Pettibon, irmão de Greg Ginn.

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19º Lugar: Phish


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18º Lugar: HIM

O "heartagram" (mistura de coração e pentagrama) foi desenhado por Ville Vallo.

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17º Lugar: Beatles

Foi desenhado por Ivor Arbiter, que vendeu uma bateria a Ringo Starr.

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16º Lugar: Bauhaus

Meio rosto e meio edifício. O logo remete ao movimento artístico e arquitetônico que dá nome à banda.

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15º Lugar: Cramps

Lux Interior copiou o estilo de letras das revistas em quadrinhos "Tales From The Crypt".

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14º Lugar: Metallica

Desenhado por James Hetfield.

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13º Lugar: Abba

Um acrônimo para os nomes dos casais componentes: Agnetha & Björn, e Benny & Anni-Frid. Cada letra B "olha" para o seu correspondente.

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12º Lugar: Wutang Clan


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11º Lugar: Queen

A logo foi desenhada por Freddie Mercury. Em volta da letra Q estão representações dos signos dos quatro componentes.

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10º Lugar: Van Halen

A logo teve uma pequena alteração para marcar a saída de Dave Lee Roth e a entrada de Sammy Hagar.

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09º Lugar: Misfits

O crânio foi tirado de um poster da série "The Crimson Ghost". As letras foram inspiradas nas da revista "Famous Monsters of Filmland".

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08º Lugar: Grateful Dead


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07º Lugar: Scissor Sisters


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06º Lugar: AC/DC

O logo só apareceu nas capas a partir de "Let There Be Rock". A criação foi do diretor de arte Bob Defrin, da Atlantic Records.

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05º Lugar: The Who

Desenhado por Brian Pike para um poster anunciando uma apresentação do grupo no Marquee de Londres. Embora nunca tenha aparecido em uma capa de álbum, foi adotado pelos fãs.

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04º Lugar: Kiss

Desenhado por Ace Frehley. Os dois S são estilizados em forma de relâmpagos.

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03º Lugar: Yes

Criado por Roger Dean, também responsável por algumas das paisagens das capas da banda.

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02º Lugar: Rolling Stone

Desenhado por John Pasche, e não por Andy Warhol como muitos pensam. A boca é uma referência não apenas a Mick Jagger, mas também à deusa hindú Kali.

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01º Lugar: Prince

O desenho que também virou o nome (impronunciável) do músico, reúne os símbolos de "masculino" e "feminino".

fonte: whiplash

Kiss- Album em 2011

Kiss deve lançar 20º álbum ainda
em 2011

'Estamos começando a compor algumas canções', disse guitarrista.
Disco será mais uma vez produzido pelo cantor Paul Stanley.

Paul Stanley (esquerda) e Gene Simmons, do Kiss, quando tocaram no Brasil em 2009
Paul Stanley e Gene Simmons

quando tocaram no Brasil em 2009

Tommy Thayer, guitarrista da banda norte-americana Kiss, revelou em entrevista ao site "Backstage Axxess" que o grupo entrará em estúdio em março para gravar um novo álbum, o 20º da carreira. O lançamento deve acontecer ainda este ano.

"Estamos começando a compor algumas canções. Nossa abordagem será a mesma de quando gravamos 'Sonic boom': manter a banda apenas compondo, sem nenhum outro tipo de compromisso, além de fazer o bom rock 'n roll de que tanto gostamos", declarou o músico à publicação, referindo-se ao último disco do conjunto, gravado em 2009.

Thayer também adiantou que o novo álbum será mais uma vez produzido pelo líder do Kiss, o cantor e guitarrista Paul Stanley: "Paul sabe mais sobre como um disco do Kiss deve soar do que ninguém, então ele ficará responsável por esta parte do trabalho novamente".

Fonte: G1 Globo

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Justin Bieber e Ozzy Osbourne (Anything for Money)

Nesta última quarta-feira (26), OZZY OSBOURNE gravou um comercial ao lado de Justin Bieber, que é o fenômeno teen do momento. O cantor de 16 anos e o roqueiro de 62 aparecerão no intervalo do Super Bowl representando a loja de eletrônicos Best Buy. A informação é da revista Quem.

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Nas imagens, o Madman e Bieber aparecem com um uniforme futurista e, segundo a agência "Splash News", Sharon Osbourne também fará uma participação especial no comercial. "Estamos muito felizes com a presença de Justin e Ozzy na campanha da Best Buy", disse o diretor executivo da marca, Drew Panayiotou. "Nós sabemos que as pessoas criam uma expectativa muito grande com os comerciais do Super Bowl, e acho que Justin e Ozzy criaram uma nova dimensão para a campanha", completou.

Vejam fotos da gravação do comercial:


Fonte do Artigo: Whiplash

Fonte das fotos: http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-1350985/Justin-Bieber-Ozzy-Osbourne...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ritchie Blackmore, Biografia da Lenda















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Ritchie Blackmore em 2009




Ritchie Blackmore, nome artístico de Richard Hugh Blackmore (Weston-Super-Mare, 14 de abril de 1945) é um conhecido músico inglês. Ele ficou mais famoso por tocar guitarra nas bandas Deep Purple e Rainbow. Atualmente é o guitarrista da banda de folk rock Blackmore's Night.


Infância

Pouco tempo depois de nascido, Ritchie se mudou de Weston-Super-Mare para Heston, Middlesex, tendo então dois anos de idade. Seu pai lhe comprou o primeiro violão em 1955, quando ele tinha 10 anos, e lhe deu algumas aulas de violão clássico. Curiosamente, no início Ritchie se mostrou pouco talentoso e demorava muito para aprender o instrumento, até que, aos 13 anos, seu pai – já sem paciência – disse que lhe quebraria o violão na cabeça se ele não progredisse,senão seria punido seriamente.

Na década de 1960 ele começou a tocar com algumas bandas, como Heinz & Wild Boys, Screaming Lord Sutch (por onde também passaram Alice Cooper, Jimmy Page e Tom Jones), The Outlaws, Glenda Collins e BOZ. Ele foi um dos fundadores do grupo Deep Purple em 1968 e continuou como membro e principal criador até 1975, voltando depois de 1984 a 1993.

Hoje em dia é considerado um dos maiores guitarristas da década de 70 e fez uma grande escola entre os guitarristas mais jovens Primeiros anos no Deep Purple

Ritchie Blackmore foi um dos fundadores do Deep Purple em 1968 juntamente com Rod Evans (vocalista), Nick Simper (baixo), Jon Lord (teclados) e Ian Paice (bateria). A banda rapidamente obteve sucesso com sua regravação de Hush, de Joe South. Evans e Simper foram depois substituídos por Ian Gillan (vocalista) e Roger Glover (baixo).

O primeiro álbum de estúdio dessa segunda formação, In Rock, revolucionou o som da banda, tomando um rumo mais pesado. Ritchie, na época, descreveu o vocal de Ian Gillan como "gritos profundos com uma pegada de blues". Canções de In Rock incluem Speed King e Child in Time.

O Deep Purple gravou em seguida o álbum "Fireball" uma jóia de disco considerado por muitos um dos melhores gravados pela banda. Músicas como "Fireball", "No,No,No" e "Strange Kind of Woman" mostravam já um grupo mais maduro em termos de rock com arranjos elaborados e riffs clássicos dos guitarrista Ritchie Blackmore e do tecladista John Lorde.

O Deep Purple então gravou seu álbum mais conhecido, Machine Head, no estúdio móvel dos Rolling Stones em Montreux, Suíça. A banda originalmente pretendia gravar num casino em Montreux mas, na noite anterior ao início da gravação, o casino estava reservado para um concerto de Frank Zappa (com os membros do Deep Purple na platéia). Neste show, alguém da platéia disparou um sinalizador no piso feito de bambu. Isso provocou um grande incêndio e o casino foi destruído. A tragédia foi documentada na letra do que se tornaria a mais famosa música do Deep Purple: Smoke on the Water. O riff de abertura dessa música é considerado por muitos como o mais distinto e original já gravado.

Em 1973 o vocalista Ian Gillan deixou a banda e o baixista Roger Glover, percebendo que estava prestes a ser mandado embora, o seguiu. Eles foram substituídos pelo ex-baixista do Trapeze, Glenn Hughes e um desconhecido e jovem vocalista chamado David Coverdale (que mais tarde se tornaria famoso no Whitesnake e no Coverdale Page, com Jimmy Page). O Deep Purple então gravou Burn, um álbum onde o virtuosismo instrumental de Ritchie Blackmore, Jon Lord e Ian Paice alcançaria novas alturas.

Em apuros

A banda continuou se apresentando mundo afora, incluindo uma notória aparição no California Jam de 1974 – um concerto transmitido pela TV que contou com a participação de grandes nomes como Eagles e Black Sabbath, entre outros. No exato momento em que o Deep Purple iria aparecer, Ritchie – confirmando sua fama de "problemático" – trancou-se no camarim e se recusou a entrar no palco. Os artistas que se apresentaram antes do Deep Purple terminaram antes do horário, o que fez com que o Deep Purple tivesse que entrar antes do seu horário marcado, que era ao pôr do sol. Ritchie percebeu que isso iria atrapalhar os efeitos luminosos que a banda havia preparado, por isso não quis ir. Após o canal de TV ABC trazer o xerife da cidade para levá-lo preso, ele resolveu entrar no palco. Entretanto, durante a apresentação, com raiva, ele quebrou uma câmera que se aproximou dele. Pouco tempo depois, no momento mais dramático da apresentação, o palco pegou fogo após a parede de amplificadores de Ritchie explodir (arremessando-o para a frente do palco). A rede de TV ABC ficou furiosa, mas a banda escapou de sua ira fugindo de helicóptero.

O álbum seguinte, Stormbringer, não apenas desapontou a crítica e os fãs, mas Ritchie demonstrou publicamente seu descontentamento com as influências de funk e soul trazidas por Glenn Hughes e David Coverdale. Após isso, Ritchie deixou o Deep Purple para assumir sua própria banda, o Rainbow.

Primeiros anos no Rainbow

Após sair do Deep Purple, Ritchie formou o Rainbow, que originalmente tinha o ex-vocalista do Elf, Ronnie James Dio, o baixista Craig Gruber, o baterista Gary Driscoll, e o tecladista Mickey Lee Soule. O álbum de lançamento da banda, Ritchie Blackmore's Rainbow, foi lançado em 1975. O nome da banda fora inspirado no mundialmente famoso bar de Hollywood chamado Rainbow, freqüentado por músicos e amantes do rock. Foi no Rainbow que Ritchie passou boa parte do tempo em que esteve fora do Deep Purple, e foi lá que ele conheceu Dio, cuja banda Elf várias vezes abriu shows do Deep Purple.

A música da banda Rainbow era diferente da música do Deep Purple. Suas melodias eram mais diretamente inspiradas pela música medieval e as letras de Dio falavam de castelos, reis e espadas. Dio possuía uma voz poderosa e flexível, capaz de executar tanto rocks pesados quanto baladas leves. É interessante notar que os únicos créditos de Dio nos álbuns do Rainbow referem-se ao arranjo das músicas junto com Ritchie e escrita das letras.

Ritchie Blackmore mandou todos do Rainbow embora, exceto Dio, pouco tempo depois da gravação do álbum e recrutou Cozy Powell (ex-baterista do Jeff Beck Group) e mais dois desconhecidos: um baixista chamado Jimmy Bain e um tecladista chamado Tony Carey. Esta formação gravou o álbum Rainbow Rising, provavelmente o álbum preferido dos fãs do Rainbow.

A saída de Dio

Ritchie manteve Cozy Powell e Dio e trocou o resto da banda antes da gravação de Long Live Rock 'N' Roll. Ele teve dificuldades de encontrar um baixista, e ele mesmo tocou baixo em todas as músicas, exceto três (Gates of Babylon, Kill the King e Sensitive to Light), foi convidado o baixista da Banda inglesa de hard-blues "WINDOWMAKER", chamado Robert Daisley, aliás "BOB DAISLEY", excelente baixista e vocalista e compositor que completou o restante do album e depois seguiu em turnê com RAINBOW na europa aonde participou da gravação do unico video oficial " Rainbow - Live in Germany", mas ele foi dispensado por Ritchie Blackmore no inicio de 1979 para a entrada de Roger Glover. Para descontentamento geral dos fãs do Rainbow, Dio é mandado embora depois da turnê desse álbum, indo substituir Ozzy Osbourne no Black Sabbath em 1980.

Ritchie Blackmore seguiu em frente com o Rainbow. Powell permaneceu e juntaram-se a eles o ex-baixista do Deep Purple, Roger Glover, o tecladista Don Airey e o ex-vocalista do Marbles, Graham Bonnet. Como resultado, foi lançado o álbum Down to Earth, produzido por Roger Glover, responsável pelos maiores sucessos da banda – All Night Long e Since You Been Gone – embora o vocalista Graham Bonnet, apesar de ter uma boa voz, não conseguiu reproduzir as proezas vocais de Dio no palco. A formação participou do primeiro Monsters of Rock no castelo de Donington, na Inglaterra, promovido pelas bandas Judas Priest e Scorpions. Esse foi o último show do baterista Cozy Powell, que deixou a banda.

O álbum seguinte teve uma nova formação, com Graham Bonnet sendo substituído por Joe Lynn Turner, e Cozy Powell por Bobby Rondinelli. O álbum Difficult to Cure teve grande sucesso com a faixa título – uma versão mais comercial da Nona sinfonia de Beethoven – e a extraordinária peça de guitarra Maybe Next Time (Vielleicht das Nächste Mal). Joe Lynn Turner se saiu muito bem durante a turnê, que foi a primeira encabeçada pelo Rainbow nos Estados Unidos.

Sucesso comercial

Depois veio o álbum Straight Between the Eyes, com o novo tecladista David Rosenthal, álbum esse mais bem sucedido nos Estados Unidos. A banda, entretando, estava perdendo alguns de seus fãs. O single Stone Cold era claramente comercial, e a turnê não passou por nenhuma parte da Inglaterra. O show – com olhos de robô gigantes no meio da iluminação de palco – foi um grande sucesso comercial, que Ritchie Blackmore parecia almejar há tempos.

No álbum Bent Out of Shape o baterista Bobby Rondinelli foi substituído por Chuck Burgi. Claramente comercial, o álbum foi bastante criticado pelos fãs. Curiosamente, o video clip do single Street of Dreams foi banido da MTV pelo seu suposto efeito hipnótico. A turnê levou o Rainbow de volta à Inglaterra e ao Japão, onde uma orquestra tocou em conjunto com a banda.

Em meados da década de 1980, o Deep Purple foi reformulado e puxou Ritchie Blackmore e Roger Glover de volta. Como último álbum do Rainbow, Finyl Vinyl foi lançado com faixas bônus, incluindo gravações ao-vivo e "lados-B" de singles. Talvez a maior virtude desse álbum tenha sido a divulgação da "assombração musical" Weiss Heim, composta por Ritchie, pela primeira vez (que foi mais bem recebida que o disco Live in Tokyo).

De volta ao Deep Purple

Em abril de 1984, oito anos após a saída de Ritchie Blackmore do Deep Purple, era anunciado no programa da rádio BBC The Friday Rock Show que a clássica formação da década de 1970 estava reunida novamente e gravando novo material. A banda assinara um contrato com a gravadora Polydor na Europa e com a Mercury nos Estados Unidos. O álbum Perfect Strangers foi lançado em outubro de 1984 e supreendeu, sendo o melhor álbum desde Burn. A turnê começou pela Nova Zelândia e foi um tremendo sucesso. A volta à Inglaterra teve apenas um único show (promovido pelos Scorpions) e contou com a presença de mais de 80 mil pessoas, apesar do tempo absurdamente ruim.

Em 1987, a formação gravou um álbum mais eclético e experimental, The House of Blue Light. Da turnê, saiu um álbum ao vivo, gravado nos Estados Unidos em 1988, Nobody's Perfect, enquanto era lançado na Inglaterra uma nova versão da música Hush – o primeiro sucesso da banda – em comemoração ao seu aniversãrio de 20 anos.

Em 1989, Ian Gillan foi mandado embora e as relações com Ritchie voltaram a ficar ruins. O ex-vocalista do Rainbow Joe Lynn Turner foi chamado. Essa formação gravou apenas um álbum, Slaves & Masters em 1990, que dividiu opiniões de fãs e da própria banda. Ritchie diria depois que esse havia sido "o melhor álbum do Rainbow que o Deep Purple poderia ter feito", embora insistisse que aquela era a melhor formação da banda.

Nem o álbum nem a turnê foram bem sucedidos. Joe Lynn Turner foi mandado embora e Jon Lord e Ian Paice argumentavam que era necessário chamar Ian Gillan de volta. Ritchie cedeu e a formação clássica gravou The Battle Rages On em 1993. Apesar das desavenças entre Ritchie e Ian, esse álbum produziu dois dos mais bem-feitos arranjos do Deep Purple – Anya e The Battle Rages On.

Fora do Deep Purple, de novo

Durante a turnê de divulgação em meados de 1994, a tensão entre Ritchie e Ian chegaram ao seu limite máximo. Ritchie saiu e prometeu nunca mais voltar. O guitarrista Joe Satriani se ofereceu voluntariamente para concluir a turnê no Japão. Logo após, a banda testou vários guitarristas, até se impressionarem com Steve Morse, que assumiu o posto de Ritchie.

Ritchie Blackmore reformulou o Rainbow após deixar o Deep Purple pela segunda vez, em 1994. A formação tinha o vocalista Doogie White e durou até 1997, produzindo o álbum Stranger in Us All.

Em 1997 Ritchie juntou-se a Candice Night – que também é sua companheira – e formou o grupo Blackmore's Night, de estilo renascentista.

Estilo musical

Tanto com o Deep Purple quanto com o Rainbow, Ritchie Blackmore tocou quase que exclusivamente com guitarras Fender Stratocaster, geralmente com o captador central retirado ou desligado.

Seu riff mais famoso (e proibido em muitas lojas de guitarra) é o da música Smoke on the Water. Ritchie o executa sem palheta, usando dois dedos para vibrar duas cordas adjacentes e pressionadas em intervalos de quarta justa.

Em seus solos, Ritchie combinava escalas de blues e frases em escalas menores da música clássica européia, fundando o que depois foi chamado de "escola neoclássica" da guitarra, muito popularizada pelo Metal Neo-Clássico.


Fonte: Wikipédia

Ritchie Blackmore condecorado na Armênia


Ritchie Blackmore recebeu a Medalha de Honra do Primeiro Ministro da Armênia. A homenagem marcou os 20 anos do Rock Aid Armenia. A ação de caridade, organizada por estrelas do Rock, teve toda arrecadação destinada às vítimas do maior terremoto que atingiu o país, no dia 7 de dezembro de 1988, matando cerca de 25 mil pessoas.

Os seguintes artistas reuniram-se para uma regravação de “Smoke On The Water”, do Deep Purple: Bryan Adams, Geoff Beauchamp, Ritchie Blackmore, Bruce Dickinson, Geoff Downes, Keith Emerson, Ian Gillan, David Gilmour, Tony Iommi, Alex Lifeson, Brian May, Paul Rodgers, Chris Squire e Roger Taylor.

Fonte: Blog do Van Halen